Sabe aqueles dias que você acorda querendo chutar o pneu do carro, a porta do seu quarto e grunir de angústia até tirar todo aquele aperto do coração?
E ainda mais sentir uma sensação horrível e vergonhosa de poder falar todos os palavrões mais bizarros pra o seus pais, porque neste momento ainda dói toda e qualquer negação que eles poderiam ter tido com você na vida. E deu raiva por todos aqueles momentos que só querias que te escutassem ou ao menos pedissem desculpa por alguma palavra inoportuna que tenham dito num momento difícil.
E doer ainda mais o fato de haver pensado toda essa monstruosidade a respeito deles. Porque, afinal de contas cai a ficha de que são nossos pais: os seres que nos possibilitaram a experiência nesse mundo, que seriam capazes de levantar um carro para nos salvar, mesmo que não expressem tanto sentimento.
Muitas vezes é realmente difícil conceber a idéia de que podemos carregar sentimentos ruins em relação a pessoas importantes na nossa vida. Fingimos, nos iludimos, justifcamos, nos negamos. Com medo de sermos errados ou maus.
Contudo, não podemos negar a existência da raiva, do ódio, da tristeza. Sentimentos da mais baixa densidade humana e que integram profundamente a nossa natureza.
E, seguramente, não é porque os negamos ou os reprimimos que eles deixam de atuar. Ilusão.
Eles assumem o posto quando damos aquele grito no trânsito, quando brigamos com a garçonete porque a carne veio mal passada, ou quando o computador nao quer funcionar justo no momento que você estava querendo se distrair nos emails. Quando não em coisas piores: uma certa frigidez no relacionamento, falta de afetuosidade com os filhos, irmãos e por aí vai.
Não faço apologia ao ódio. Defendo a anatomia desse sentimento, a não-negação. Pois somente encarando-o de frente, descobrindo suas raízes, entendendo que ele não passa apenas de um ponto mal-resolvido, poderemos soltar a carga dos seus reflexos indesejados que nos causam tanta dor. Quem sabe assim, podemos ainda salvar inúmeros seres de nossos ataques de insensatez.
Que sejamos mais conscientes.
Encarar, Sentir e Dissipar.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
AprEnder e AprEEnder
Lemos muito, ouvimos muito e falamos em demasia.
O bombardeio de informações que é introjetado em nossos sentidos programa nossos passos todos os dias. Queremos ser mais saudáveis, mas nos deixamos cair na tentaçao daquele gorduroso sanduíche da lanchonete. Queremos economizar e acabamos sucumbindo ao poder de atração daquele lindo jeans que "faltava" no armário. Queremos ser o que nosso coração diz que devemos ser, mas somos impelidos por uma força social que determina como iremos ganhar mais dinheiro ou ter sucesso.
Será que estamos congruentes conosco?
Será que somos capazes de ser o que falamos?
Será que somos capazes de filtrar tudo isso que nos é despejado e integrar o que realmene seja significativo para nós?
Aprendemos na nossa infância e durante o caminhar que devemos seguir nossos sonhos, devemos lutar pelo que achamos justo e não devemos nos deixar inluenciar pelo que dizem todos.
Bom, quem sabe seja uma simples questão gramatical: agregar mais uma letra "e" na palavra Aprender.
Aprender v. t. 1. Tomar conhecimento
Apreender v. t. 3. Compreender, assimilar conhecimento.
O bombardeio de informações que é introjetado em nossos sentidos programa nossos passos todos os dias. Queremos ser mais saudáveis, mas nos deixamos cair na tentaçao daquele gorduroso sanduíche da lanchonete. Queremos economizar e acabamos sucumbindo ao poder de atração daquele lindo jeans que "faltava" no armário. Queremos ser o que nosso coração diz que devemos ser, mas somos impelidos por uma força social que determina como iremos ganhar mais dinheiro ou ter sucesso.
Será que estamos congruentes conosco?
Será que somos capazes de ser o que falamos?
Será que somos capazes de filtrar tudo isso que nos é despejado e integrar o que realmene seja significativo para nós?
Aprendemos na nossa infância e durante o caminhar que devemos seguir nossos sonhos, devemos lutar pelo que achamos justo e não devemos nos deixar inluenciar pelo que dizem todos.
Bom, quem sabe seja uma simples questão gramatical: agregar mais uma letra "e" na palavra Aprender.
Aprender v. t. 1. Tomar conhecimento
Apreender v. t. 3. Compreender, assimilar conhecimento.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Uma carta ao medo.
Desprezado Sr. Rélis "m"edo
Bom,primeiramente informo que já tenho conhecimento de suas manifestaçães. Seus truques, suas presas, suas defesas já estão em processo de codificação. Sei de toda sua história e dos momentos em que mais ardilosamente atacas.
Sua presença já comove um grande numero de pessoas.
E por isso devo lhe parabenizar! É muito bom lidar com adversário assim, trabalhosos! É, confesso que seu trabalho foi próspero! Me impressionas pelo seu poder de convencimento. Tão convincenete que milhares de pessoa hoje em dia deixam de tomar verdadeiras decisões e até mesmo de seguir a vida adiante por sua ação, ou melhor, sua coação.
É, nao é pra menos que o "s"r. tem tanto desprestígio, nao é a toa que te dão tanta atenção. Afinal, só damos atenção àquilo que realmente nos impressiona.
Mas olha, devo lhe dizer, de coração aberto - pois é assim que são os corajosos - que é com muita alegria que já estás a ponto de sucumbir.
É, exatamente isso, o sr. está para morrer.
E o primeiro passo para a execução da sua sentença foi tomado devido a sua enojosa mania de exibicionismo. Ironia do destino, não? Pois é, é por isso que dizem que a verruga que incomoda sempre está com os dias contados. Bom, foi tamanha a sua mostra, que todos já tem a mão o poder de descobrir sua técnica de ação.
Infelizmente, ou melhor, maravilhosamente, a partir disso descobri suas falhas: seu próprio medo! Olhe só!
Medo da Humildade, medo da Coragem, medo da Simplicidade, medo da Entrega.
Pois é, sinto lhe informar que toda a Gang Branca está atuando.
Ah, mas olha, isso não é bem um contra-ataque. Eles não serão tão tolos em agir como você. São surpreendentes. Como todo sábio. Você verá.
Adios, muchacho. Para siempre.
Sinceramente
o Amor.
Bom,primeiramente informo que já tenho conhecimento de suas manifestaçães. Seus truques, suas presas, suas defesas já estão em processo de codificação. Sei de toda sua história e dos momentos em que mais ardilosamente atacas.
Sua presença já comove um grande numero de pessoas.
E por isso devo lhe parabenizar! É muito bom lidar com adversário assim, trabalhosos! É, confesso que seu trabalho foi próspero! Me impressionas pelo seu poder de convencimento. Tão convincenete que milhares de pessoa hoje em dia deixam de tomar verdadeiras decisões e até mesmo de seguir a vida adiante por sua ação, ou melhor, sua coação.
É, nao é pra menos que o "s"r. tem tanto desprestígio, nao é a toa que te dão tanta atenção. Afinal, só damos atenção àquilo que realmente nos impressiona.
Mas olha, devo lhe dizer, de coração aberto - pois é assim que são os corajosos - que é com muita alegria que já estás a ponto de sucumbir.
É, exatamente isso, o sr. está para morrer.
E o primeiro passo para a execução da sua sentença foi tomado devido a sua enojosa mania de exibicionismo. Ironia do destino, não? Pois é, é por isso que dizem que a verruga que incomoda sempre está com os dias contados. Bom, foi tamanha a sua mostra, que todos já tem a mão o poder de descobrir sua técnica de ação.
Infelizmente, ou melhor, maravilhosamente, a partir disso descobri suas falhas: seu próprio medo! Olhe só!
Medo da Humildade, medo da Coragem, medo da Simplicidade, medo da Entrega.
Pois é, sinto lhe informar que toda a Gang Branca está atuando.
Ah, mas olha, isso não é bem um contra-ataque. Eles não serão tão tolos em agir como você. São surpreendentes. Como todo sábio. Você verá.
Adios, muchacho. Para siempre.
Sinceramente
o Amor.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
O caminhante do tempo.
Andando pelas ruas, esquinas, subúrbios, vales e florestas, se nota uma capacidade notória da natreza: adaptar-se às regras do tempo. Homens trabalhando nas indústrias, fumaças saindo dos carros, casas acumulando lixos e mais lixos de todas as partes..
É... raro seria se o nosso meio nao fosse o reflexo do que nós somos.
Passa o tempo .E as açoes, nele se perdem.
Uma grande nuvem cobre os rostos que sentem. E, cegamente, pensam que mais nada há além do que "vêem" ou do que lhes é mostrado.
Ver por trás das nuvens é, sem dúvida, um ato de coragem. Um ato individual. Parte da vontade única. E que carrega todo segredo do não sofrimento...
Observemos o tempo, as ações, e os pensamentos.
É... raro seria se o nosso meio nao fosse o reflexo do que nós somos.
Passa o tempo .E as açoes, nele se perdem.
Uma grande nuvem cobre os rostos que sentem. E, cegamente, pensam que mais nada há além do que "vêem" ou do que lhes é mostrado.
Ver por trás das nuvens é, sem dúvida, um ato de coragem. Um ato individual. Parte da vontade única. E que carrega todo segredo do não sofrimento...
Observemos o tempo, as ações, e os pensamentos.
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