Tagarelando comigo mesma me vejo, algumas vezes, mergulhando numa esfera de questionamentos demasiado confusos para minha capacidade mental.Miro meu olhar matemático para todo o redor e surgem perguntas do tipo: Pra que tudo isso aqui? Afinal de contas qual a razão de ser da vida?
Perguntas que aparentemente ecoam sem respostas.
Num certo dia participo de uma aula de dança em que numa das dinâmicas nos dispomos a conectar com algo indenominável, mais profundo e mais sutil em nós; até então desconhecido pela mente.
Encostando a cebeça quase no peito, ao som de uma canção celestial, começo então a ouvir somente as batidas do coração. E acompanhada pelo calor do meu peitoral, sinto uma doce e envolvente presença em volta de mim. De repente, um aperto no peito e logo em seguida uma massagem toca sutilmente todo meu corpo.
Finalizando-se a canção, desperto para o ambiente e percebo que algumas pessoas que estavam no local também se encontram na mesma posição. Não há ninguém ao meu lado. Nao há nenhuma mão alisando meus cabelos ou encostada em meu corpo.
Uma sensação de dúvida invade minha mente que conflita a experiência sentida com a possibilidade estranha de não ter havido alguém em contato físico comigo.
Uma outra música celestial se inicia, e entro de novo, intencionalmente, na posiçao de auto-afago. Naturalmente os sentimentos de cuidado, carinho e amorosidade explodem do meu peito.
E por um segundo, cessando a mente, percebo que algo vivente pulsa. Pulsa dentro de mim e, provavelmente, dentro de todos nós.
Um comentário:
Digaí, dia 20 deste mes ia fazer um ano que eu nao escrevia no blog haha beijooo
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